segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Jacques-Louis David e Vik Muniz.

Quando vi pela primeira vez o documentário não fazia ideia do quanto eu poderia extrair em sala, mais precisamente nas aulas de arte. Não é apenas a história do pintor e suas vivências na sociedade violenta e ao mesmo tempo acolhedora brasileira, mas o quanto se pode fazer com pouco. O que acabei de dizer até parece estranho e contraditório, mas a arte é contravenção de modelos sociais e o que vi no trabalho de Vik Muniz é o duelo entre o feio e o belo, o perfeito e imperfeito, o luxo e  lixo, etc...
E vamos concordar em um ponto, de que é interessante a história do personagem Sebastião chamado por Tião no documentário, um rapaz jovem, inteligente, negro da periferia, pai de família, comprometido com as questões sociais da sua comunidade e que lê muito, lê os livros que encontra no lixo. E o interessante é que já leu Maquiavel.
Mas e dai? Onde quero chegar com toda esta história?
- Quero refletir a respeito de nossos valores e como a nossa sociedade fecha os olhos e as portas para a arte, que é um exato reflexo de como nós nos comportamos, como pensamos, como agimos diante dos problemas do nosso pais.




Veja a história desta releitura, ou mais precisamente do quadro ao qual ela foi extraída.

O pintor francês Jacques-Louis David exibe com esmero sua genialidade, aliada às suas convicções políticas, na composição A Morte de Marat, tida como a maior pintura da arte ocidental, a retratar o martírio de um político.
O quadro de David é bastante sintético na exposição dos elementos. Tudo que ali se encontra é necessário e calculado, carregado de significado simbólico. Nada entra na tela por acaso, resultando numa composição forte e realística.
Jean Paul Marat encontrava-se entre os amigos de David, que tiveram uma morte violenta, durante a Revolução Francesa. Era um dos líderes da revolução. O pintor também se encontrava ameaçado, até que Napoleão Bonaparte tomou para si o comando da França.
Portador de uma doença de pele, Marat era obrigado a ficar na banheira, para que a água aliviasse seu desconforto. Para aliviar o mal-estar causado pela enfermidade, ele usava um pano embebido em vinagre na cabeça. Como ali passasse longas horas, adaptou o local para dar expedientes, colocando uma tábua sobre a banheira, que lhe servia de mesa. Ao lado, um velho caixote servia como uma escrivaninha improvisada. E foi nela que David deixou a sua dedicatória.
A fanática monarquista Charlotte Corday, em 13 de maio de 1793, apunhalou Marat dentro de sua banheira, matando-o. Na mão de Marat encontra-se a carta de apresentação que permitiu o acesso da mulher até ele. Ela foi guilhotinada quatro dias depois.
David retirou a decoração da sala de banho de Marat, deixando no fundo um vazio escuro. A banheira foi trocada, de modo que o braço caído de Marat, em primeiro plano, evocasse a pose de Jesus ao ser descido da cruz. Deixou apenas poucas manchas de sangue no lençol, de modo a atenuar a violência. Ocultou a facada no peito com sombras. E apenas um pouco da água vermelha de sangue é visível.
Os elementos principais da tela são iluminados por uma luz dramática: a face sofrida de Marat e o velho caixote que mostrava a simplicidade em que vivia. Valendo-se do estilo clássico, o pintor apresenta seu amigo fazendo lembrar, deliberadamente, as pinturas da “Descida da Cruz”, mostrando Marat não apenas como um mártir da Revolução Francesa, mas também como um santo martirizado.
O pintor modela os músculos e os tendões do corpo de Marat, dando-lhe um aspecto de real grandeza. São desprezados todos os detalhes desnecessários. O que conta é a simplicidade. O caixote, a cabeça e os braços de Marat são iluminados, enquanto as partes mais sangrentas situam-se nas sombras.
Embora triste, a figura de Marat é idealizada. Não traz as manchas da pele e o sangue possui um tom menos forte. Tanto seu ferimento quanto seu sangue são pouco perceptíveis, diante da palidez de seu corpo. Traz na mão direita a carta recebida, salvo-conduto da assassina, e na esquerda uma pena, ainda mantida de pé. À esquerda da banheira está à faca suja de sangue, único objeto a recordar o ato insano.
Em primeiro plano, vê-se sobre o caixote uma carta, com dinheiro sobre ela, uma pena e um tinteiro.  Como a pena ainda se encontrava na mão direita de Marat, pressupõe-se que ele havia acabado de escrevê-la para uma viúva de um soldado, enviando-lhe dinheiro, o que mostra a atitude caridosa do revolucionário.
A banheira, coberta com um lençol branco, chama a atenção do observador, que não compreende porque ele estaria ali, onde deveria haver apenas água. O fato é que Marat cobria a superfície de sua banheira com lençol, pois, se seu corpo entrasse em contato com o revestimento de cobre, sua pele se irritaria.
A carta de apresentação de Charlotte na mão de Marat diz: “Basta minha grande infelicidade para me dar direito à sua bondade”, estratégia usada para ter acesso até o revolucionário Marat, na sua luta contra a monarquia francesa.


É bom fazer a relação entre a história de Marat e Sebastião do documentário, e também a visão de David e Vik, tendo uma profunda reflexão das questões sociais imortalizadas em quadros. Sempre procuro a história por trás da obra e é desse modo que extraio comparações de cada época, pois o pintor nunca desvincula a sua vida de sua obra.
E quem ainda não entendeu o que eu estou escrevendo, de uma olhada no documentário, ele esta disponível no Youtube ( Lixo extraordinário).
Deixo com vocês a seguinte frase em homenagem a Tião.

"O desejo de conquista é algo natural e comum; aqueles que obtêm sucesso na conquista são sempre louvados, e jamais censurados; os que não têm condições de conquistar, mas querem fazê-lo a qualquer custo, cometem um erro que merece ser recriminado." 
(Maquiavel)

sábado, 15 de outubro de 2016

Atribuição de aula no Estado



Atribuição de aula, que vergonha, praticamente temos que nos gladiar para ensinar. Que sistema é esse que faz com que professores fiquem horas esperando pelo seu numero de classificação para saber a onde e quantas aulas poderá dar. 
Para quem é eventual, ou seja, não passou no concurso público para professor, tem-se que mendigar sede para ensinar, enquanto alguns professores oportunistas pegam mais aulas do que pode dar, e posteriormente entram de licença, é nesse momento que os eventuais entram. 
Sou contra esse sistema de atribuição de aula, pois é justamente no ponto mais frágil da sociedade que a politicagem fracassa. Não seria a educação uma das prioridades de cada governo, pois é dessa forma que os professores eventuais conseguem dar aula, praticamente mendigando de escola em escola para poder ensinar. 
Todos os anos a mesma coisa, fazer inscrição na delegacia de ensino ficando horas na fila para chegar a sua vez, verificar se não esqueceu nenhum papel senão fica sem aula o ano inteiro, e agora temos que provar que somos professores de qualidade prestando uma prova da Vunesp para a classificação na rede de ensino regular. 
E quando conseguimos dar aula o que recebemos não dá nem pra pagar o combustível que gastamos todos os dias para ir de escola em escola. Na realidade esse artigo é só um desabafo de um professor cansado da profissão, porque na realidade dar aula no Brasil é mais que querer exercer a profissão, é acima de tudo amar o ato de ensinar ou de auxiliar o direcionamento do conhecimento. 
O salário é baixo, o investimento na educação é pouco, diante da precariedade das escolas e do sistema de educação no que diz respeito a gestão e administração dos recursos pedagógicos que poderiam ser bem mais elaborados. Ser professor é um ato de coragem, que não nos torna de maneira alguma parte integrante de uma classe privilegiada da sociedade, mesmo sendo nós os responsáveis pela base intelectual de cada cidadão na história deste pais. 
Deixo aqui o meu desabafo...

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Ser professor no Brasil.


O professor.




Quem diria que um professor na Europa é elite, e aqui no Brasil é considerado o ultimo da lista das profissões. Não há respeito, nem um bom salário, e o ambiente de trabalho na maioria das vezes é péssimo.

A celebração do Dia dos Professores propicia a reflexão sobre a profissão. O que é ser professor hoje no Brasil? Qual o perfil dos professores em exercício no País? O que os motivou a optar pela carreira? Quais desafios enfrentam na sua prática diária?
Estudo lançado pela Unesco na última terça (6) durante a Reunião Anual da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped), em Caxambu (MG), buscou respostas para essas e outras questões. Intitulada "Professores do Brasil: Impasses e Desafios", a pesquisa foi coordenada por Bernardete Gatti. Um dos dados que mais chamam a atenção diz respeito ao mercado de trabalho para quem segue a carreira. Os cargos para essa função representam o 3º grande grupo de emprego no Brasil. As vagas para área de ensino só são superadas pelas de auxiliar administrativo e as do setor de serviços, que não exigem formação superior. "A área da construção civil - tão falada como a grande geradora de emprego - sequer aparece entre as primeiras posições", observa a pesquisadora.
A ampla possibilidade de inserção no mercado de trabalho, combinada à baixa atratividade da remuneração oferecida a esses profissionais, constituem um dos fatores que determinam o perfil de quem escolhe a carreira. "Especialmente os alunos advindos de classes de menor renda optam por fazer um curso de formação de professores, porque é onde eles vêem a oportunidade de emprego. Mas nem sempre com a vocA maioria dos docentes pertence às classes D e E, alguns da classe C, e cujos pais cursaram apenas até a 4ª série. Se por um lado o dado aponta o reduzido nível cultural com que chegam à universidade, reforçando a importância da formação inicial, por outro, revela o potencial e a disposição que apresentam: "São classes que estão buscando uma ascensão social via carreira de professor", analisa Bernardete.
Tal perfil coincide em grande parte com o estudo realizado pelo Instituto de Pesquisas Educacionais do MEC (Inep) que procurou elencar as características dos potenciais candidatos ao magistério a partir de questionário que acompanha o Enem.
Os números confirmam, em primeiro lugar, a reduzida atratividade da carreira: apenas 5,2% dos jovens que realizaram o exame em 2007 responderam que gostariam de ser professores da educação básica. A análise aponta também que o indivíduo com maior probabilidade de se tornar professor foi aluno de escola pública e tem renda familiar de até dois salários mínimos. O desempenho na prova dos que optaram pela carreira também revela o nível dos candidatos: aqueles com piores notas têm quase três vezes mais chance de ser professor do que aqueles com as melhores notas.
O estudo conclui: "Existem evidências de que a carreira do magistério não está conseguindo atrair os melhores candidatos, o que leva à reflexão de que é pouco provável que o país esteja selecionando os professores entre os melhores alunos".
De acordo com relatório divulgado pela consultoria McKinsey & Company, em 2007, todos os dez países com as melhores notas no Pisa selecionam os professores dentre os 30% melhores graduandos. ação de ser professor", acredita.



Motivações


Uma outra informação interessante sobre o perfil dos professores no País diz respeito às motivações dos que optam pela carreira. Aproximadamente 50% afirmam que escolheram a docência porque gostam da profissão e querem ser professores.
É caso de Indira Castelhano, graduanda de Pedagogia da Universidade de São Paulo. 
"Desde o magistério eu já sabia que queria continuar na área da educação, só não sabia em qual modalidade". Em vias de se formar, a estudante já fez algumas opções dentro da carreira, como a de atuar na rede pública, movida por crenças pessoais.
"Eu desfiz aquela ideia da educação como uma mercadoria. É um serviço, mas um serviço público, como saúde, transporte, que não deve ser pago pela população", pensa.
Indira trabalhou na rede privada ainda durante o magistério, o que a orientou na sua escolha. "Eu percebi que não era o meu ideal. Nas escolas particulares, tem aquela ideia de "o dono que manda", não há um uma gestão democrática, nem a mesma diversidade que você encontra na escola pública. Então, eu percebi que não era o meu projeto de vida continuar na escola particular", relata.
Porém, a opção por vocação não representa a totalidade dos casos. Segundo a pesquisa da Unesco, os outros 50% dão outras razões, como ter um emprego imediato e a ausência de outros cursos na região em que mora. 6% dizem que não gostam.
Para Bernadete, a maneira como as licenciaturas estão estruturadas transforma a carreira em um "plano B" para quem não consegue emprego na área em que se formou, além de não os habilitar para o trabalho em sala de aula. "As disciplinas e licenciaturas específicas (Matemática, Ciências) não dão uma formação pedagógica. Elas dedicam praticamente só 10% do currículo para as disciplinas pedagógicas. Então, esse licenciando sai absolutamente despreparado para enfrentar uma sala de aula. Ele tem uma formação do conhecimento da área, mas não uma formação para ser professor", considera.
A pesquisadora também critica os cursos para formação inicial. "Os cursos de Pedagogia não se adaptaram ainda para essa formação. É muito difícil ter pessoas que entendam de práticas de ensino, de alfabetização, de iniciação à matemática... As universidades não estão gabaritadas para isso. A Escola Normal [o magistério] cumpria bem essa função", explica.
"Precisaríamos de uma faculdade de Educação para formar os professores. E dentro da faculdade de Educação ter as diferenciações. Isso implicaria em uma reformulação estrutural da Pedagogia e das licenciaturas, o que eu acho muito difícil hoje", lamenta Bernadete.




Teoria e Prática


As deficiências dos currículos dos cursos de Pedagogia - já atestadas em outro estudo da pesquisadora - estão centradas na ênfase na teoria, em detrimento da abordagem de aspectos da prática em sala de aula. "São abstrações que não chegam a iluminar a realidade. Tem que haver um equilíbrio. Porque a prática pela prática é muito limitada. É preciso conhecer ideias que guiem a sua ação. Se o professor não tem formas de pensar educação e ensino, as práticas se tornam mecânicas". Uma atividade importante para a aplicação da teoria são os estágios obrigatórios. No entanto, na maneira como estão estruturados hoje - sem controle, desprovidos de um projeto - pouco contribuem para formação dos professores. Indira, que foi representante discente na comissão de estágios na universidade, confirma essa situação: "Os estágios ficam à revelia dos professores. Alguns orientam, coordenam, acompanham, exigem. Mas existem algumas disciplinas nas quais o professor troca o estágio pela entrega de um trabalho. Não há uma diretriz para os estágios", conta.
A estudante - que atua como professora de educação infantil da rede municipal há um ano e meio - reitera a importância da vivência da experiência de trabalho concomitante aos estudos para sua formação: "Fez muita diferença pra mim na minha evolução profissional", afirma. "Nunca tive a expectativa de que aprenderia na faculdade o que aprendo na prática. Mas sei que é importante ter um repertório teórico que eu possa consultar quando tiver algum problema na prática, no meu dia-a-dia", pensa.
Enfim, ser professor nesse pais é um ato corajoso, mas é preciso lutar pela classe, para que haja respeito, dignidade, valorização, e salário compatível com a profissão. Pois nossos médicos, advogados, políticos e etc, foram nossos alunos, dai a importância de ser um professor.

Curioso este texto que encontrei na internet sobre a doença de Van Gogh

A doença de Vincent Van Gogh.



A criatividade segue caminhos complexos na mente humana. Mas já se sabe que existem outras lesões cerebrais que também são capazes de estimular a imaginação de uma pessoa. Em maio de 1889, um jovem artista foi internado num asilo psiquiátrico da pequena cidade de Saint Remy, na França, sofria de alucinações constantes.

Diagnóstico: epilepsia.

O jovem era ninguém menos que um gênio da pintura: Vincent Van Gogh.
"Van Gogh não tinha aquelas convulsões tradicionais da epilepsia, em que a pessoa cai no chão e perde a consciência. A convulsão dele era como uma trombada mental entre suas idéias e seu comportamento", explica o neurologista Shahram Khoshbin, que há 30 anos estuda os efeitos da doença na vida e na arte de Van Gogh. No auge da doença, Van Gogh também ficou obcecado pela religião. Visitava de três a quatro igrejas todos os domingos e chegou a virar pastor. Mas logo foi demitido, de tão fanático que era. "Ele fazia anotações religiosas nas paredes. Delirava tanto que escrevia: eu sou o Espírito Santo".
Mas já está comprovado: existe uma relação direta entre epilepsia no lobo temporal e a chamada hiper-religiosidade. Agora saber qual é a fronteira entre uma percepção religiosa e mera alucinação produzida por um distúrbio químico-elétrico já é um pouco mais complexo.


Só para complementar: Shahram Khoshbin, Harvard Associate Professor of Neurology Harvard, Professor Associado de Neurologia

Dr. Khoshbin graduated from American University in Beirut and Johns Hopkins Medical School and trained in pediatrics, neurology, and neurophysiology at Children's Hospital, the Harvard Longwood program, and Peter Bent Brigham Hospital. Dr. Khoshbin graduado pela Universidade Americana de Beirute e da Johns Hopkins Medical School e com formação em pediatria, neurologia e neurofisiologia do Children's Hospital, da Harvard programa de Longwood, e Peter Bent Brigham Hospital. He is director of the Neurology Core Clerkship and Advanced Study in Clinical Neurology at Brigham & Women's Hospital. Ele é diretor do Núcleo de Neurologia e Secretaria de Estudos Avançados em Neurologia Clínica do Hospital Brigham & Women's. Since 1976, he has been a tutor and chair of the Premedical Advisory Committee, Currier House, Harvard College. Desde 1976, ele foi um professor e presidente do Comitê Consultivo Premedical, Casa Currier, Harvard College. Dr. Khoshbin has won numerous teaching awards and was twice the recipient of both the Class Day Award for Excellence in Clinical Teaching and the Faculty Prize for Excellence in Teaching >>> Dr. Khoshbin ganhou prêmios de ensino numerosos e foi duas vezes o destinatário de ambos o Prêmio Dia Classe de Excelência em Ensino Clínico e do Prêmio da Faculdade de Excelência em Ensino

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

O que seria de Van Gogh sem a arte?

Doenças e trabalhos artísticos.


Com a ajuda dos modernos laboratórios de análises químicas e de hematologia, o pesquisador Paul L. Wolf, da Universidade da Califórnia, investigou as bases da criatividade e produtividade de alguns artistas famosos, como Michelangelo, Van Gogh e Edvard Munch. 
Wolf fez um levantamento da vida dessas personalidades, incluindo suas doenças e trabalhos, e também utilizou modernos testes químicos, toxicológicos e hematológicos que poderiam ter sido úteis no diagnóstico e tratamento dessas doenças, se existissem na época. 
O resultado dessa investigação mostrou que a associação entre doença e arte pode ser estabelecida em diversos casos, a maioria devido a limitações físicas dos artistas e suas adaptações mentais a essas condições. Veja o exemplo abaixo a respeito deVincent Van Gogh.

A cor amarela era a preferida pelo pintor holandês, particularmente em seus últimos anos de vida (época em que a cor predominava em todas as suas pinturas e inclusive em sua casa, que era toda amarela).
Mais do que uma preferência, a pesquisa de Wolf indica que a ingestão de absinto e de uma planta chamada dedaleira (ingerida para tratar sua epilepsia) pode ter sido a causa da insistência do uso da cor.

O absinto contém uma substância química que contamina o sistema nervoso. A química do efeito da dedaleira e do absinto resulta em uma disfunção que torna a visão amarelada. Anteriormente à discussão sobre a visão amarelada de Van Gogh, vários médicos revisaram os problemas médicos e psiquiátricos do pintor após sua morte, diagnosticando-o com uma série de problemas, entre os quais esquizofrenia e contaminação por absinto e dedaleira.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A relação de Albrech e os números...



Em um dos meus blogs, publiquei uma matéria e fiquei confusa com a relação dos números e a vida de Albrech, então resolvi investigar através da web. Mas só para lembrar o que publiquei, leia o texto a seguir e juntos vamos tentar chegar a uma possível solução. Um misterioso quadrado mágico foi usado pelo pintor alemão Albrecht Dürer, um dos pioneiros no estudo da perspectiva, na gravura Melancolia, de 1514.É um quadrado do tipo 4x4 com constante mágica igual a 34. 
O leitor pode observar que é possível encontrá-la de diversas maneiras, somando-se os números do vértice: 16+13+4+1= 34; somando-se as quatro casas centrais: 10+11+6+7=34; somando-se os números centrais da primeira e da última linha: 3+2+15+14=34; ou ainda somando-se os números centrais da primeira e da última coluna: 5+9+8+12=34.
Durante muitos séculos, muitas pessoas sentiram-se intrigadas pelos quadrados mágicos. Desde os tempos mais remotos, mantiveram sempre uma ligação com o sobrenatural e com o mundo da magia. Algumas escavações arqueológicas revelaram a sua existência em antigas cidades da Ásia, sendo o registo mais antigo referente a 220 a.C. numa cidade da China. 
O quadrado mágico era designado lo-shu e a lenda conta que foi visto pela primeira vez pelo imperador Yu na carapaça de uma tartaruga sagrada nas margens do rio Amarelo. Foi interpretado como revelação da geometria secreta do universo que está por trás de todas as coisas. Acreditava-se que cada um de nós tem reservado um mapa de quadrado mágico, que depois de interpretado, traça a nossa personalidade, o nosso controle e a nossa tendência de comportamento. 
No mundo ocidental, os quadrados mágicos foram pela primeira vez referidos em 130 d.C. na obra de Téon de Esmirna. Por volta do séc. IX, os quadrados mágicos foram introduzidos no mundo da astrologia e utilizados por árabes nos cálculos dos horóscopos. Na Europa, na Idade Média, os quadrados mágicos eram considerados uma proteção contra a peste. 
No extremo Oriente, vendiam-se quadrados mágicos nos mercados como proteção contra as doenças e os espíritos malignos. As pessoas acreditavam que, quanto maior fosse o quadrado (isto é, quantos mais números fossem usados), maior seria a sua proteção. Desta forma, os quadrados maiores eram sempre caros. Mas de fato, o mistério que cerca o quadrado instiga a imaginação, pois porque Albrech sendo um artista e matemático colocou-o em seu trabalho artístico.
Só para instigar ainda mais a curiosidade, reparem que Pitágoras cultivava uma adoração mistica pelos números. O símbolo gráfico sagrado e perfeito (segundo Pitágoras) de qualquer manifestação do Divino na Terra como no Cosmos era o 7. Então temos: os 7 dias da Criação do Mundo, os 7 Raios da Luz Sem Fim, o “7º Céu”, os 7 Arcanjos do Trono de Deus, os 7 degraus da Escada de Jacob referidos na Bíblia que representam os 7 Planetas Sagrados com Aura astro-etérea de ascensão astrológica por onde temos de passar até chegar á Perfeição... Na Terra temos: as 7 cores do Arco-Iris, os 7 dias da semana, as 7 notas musicais, as 7 artes, os 7 ‘chakras’ do corpo humano, os 7 grupos de vértebras, os 7 orifícios no crânio, as 7 virtudes humanas, os 7 pecados capitais, os 7 anos de idade para cada fase da mudança de personalidade, etc.. De certa forma o universo se processa dentro dum ritmo Septenário. Se somarmos o numero 34 qual será o numero? 3+4=7, então o que significava de fato esse número para Albrech?... 

Pesquisando na web encontrei...Pitágoras (580 a 500 AC):
Oriundo da ilha de Samos fundou em Crotona, na Grécia, uma escola que teve grande influência não só por suas doutrinas filosóficas como também pela sua ética pura e austera e por suas tendências políticas. A ideologia pitagórica constitui um progresso indubitável em relação à ideologia jônica. Os pitagóricos não investigam de que são formadas as coisas, mas sim o que são as coisas, e sua resposta é que as coisas são números. 
Aristóteles nos dá a razão dessa estranha afirmação: “Os chamados pitagóricos se dedicaram às matemáticas e fizeram progressos nesta ciência, mas embebidos em seu estudo, acreditaram que os elementos das matemáticas (os números) eram também os princípios de todos os seres”. 
 Apoiados em seu princípio os pitagóricos desenvolvem uma espécie de análise do número, cujos resultados aplicam na realidade. Os elementos do número são o par e o ímpar. O número par, como divisível mais e mais, representa o infinito. O ímpar, por não ser divisível, representa o finito. A unidade participa de ambos os elementos por ser, a sua vez, par e impar. Estes princípios do número adquiridos racionalmente são também os princípios do ser. As coisas se compõem de finito e infinito, o que é o mesmo, de um elemento limitado e outro ilimitado que são reduzidos à unidade pela harmonia. 
Tudo é, portanto, harmonia de ilimitação e limite. E a totalidade dos seres, o Universo, é também harmonia. A filosofia pitagórica culmina em um misticismo matemático-religioso, síntese das influências órfica (1) e científica que incluía a escola. O universo se concebe como um fogo central, o Uno, entorno do qual giram os astros divinos, entre eles a Lua e a Terra, e de sua ordenada evolução se origina a música harmoniosa das esferas (2). Os astros são dez por respeito ao sagrado número 10, que, por ser a soma dos quatro primeiros (1+2+3+4=10) era considerado como o mais perfeito. 
A alma se concebe como a harmonia do corpo e, em conseqüência, parece que deveria parecer com ele. Sem dúvida é tida por imortal e divina e unida ao corpo por causa de uma certa culpa primitiva (3). Para purgar este pecado o homem deve praticar a virtude, que é também pensada em função da harmonia e número. 
O destino final do homem se condiciona ao feito de haver alcançado a interna harmonia entre os sentidos e a razão. Só as almas harmônicas podem alcançar a boa ventura. As restantes se vêem sujeitas à metempsicose (4) até que a harmonia de sua vida imite um modo de viver divino. Resumo tirado do livro: As primeiras cosmologias dos jônicos e pitagóricos (600 a 500 AC). Pois bem, descobri a relação de Pitágoras com os números e consequentemente a numerologia, mas qual seria a relação de Pitágoras com Albrech? Ou mais ainda, qual a relação de Pitágoras com a Cabala? Estudando a Cabala descobri que foi Moisés quem revelou o conhecimento para o povo judaico, mas se lembrarmos do passado bíblico, quem cuidou de Moisés quando ele foi lançado ao rio dentro de um cesto? Eu respondo... Os egípcios, então basta nos lembrar do teorema de Pitágoras: “em todo e qualquer triângulo retângulo o quadrado da medida da hipotenusa é igual à soma dos quadrados das medidas dos catetos” Espera um pouco, o teorema de Pitágoras fala sobre triângulos, e os triângulos lembram as pirâmides do Egito, seria este um conhecimento da cabala? Vou continuar minha pesquisa, até chegar a um resultado que seja claro quanto a essa questão...